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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mais alguns fatos da familia Romanov

A Casa Romanov (em russo: Рома́нов, transl. Románov), é uma família nobre russa, tendo sido a segunda e última dinastia imperial e portanto, a Família Imperial, que governou a Moscóvia e o Império Russo por 8 gerações entre 1613 e 1762. Entre 1762 e 1917, a Rússia foi governada por uma ramificação da Casa de Oldenburgo, que manteve o sobrenome Romanov e actualmente, os seus descendentes utilizam o mesmo sobrenome.
O primeiro czar Romanov que a Rússia teve foi Mikhail I. O último foi Nicolau II, assassinado junto com sua esposa e filhos no porão da casa Ipatiev na cidade de Ecaterimburgo em julho de 1918, após a revolução de 1917, provocada pelos Bolcheviques.
Houve boatos de que a Grã-duquesa Anastásia, filha do último soberano da Rússia, o Czar Nicolau II, sobrevivera ao massacre e estaria viva

Familia Romanov :
 



Entre 1922 e 1968, Anna Anderson viveu entre os Estados Unidos e a Alemanha, bancada por sua notoriedade e vivendo em sanatórios ou asilos, até imigrar definitivamente para os EEUU (1968) onde se casou com Jack Manahan. Figura um tanto excêntrica que já se autodenominava futuro grão-duque do Império Russo.
Anna Anderson morreu em 1984 sem nunca conseguir provar que era realmente a grã-duquesa russa. Seu corpo foi cremado, contudo alguns restos mortais foram preservados (cabelos e partes do intestino) para futuros testes. Na sua lápide consta o nome Anastasia Manahan . . .
O MISTÉRIO SE COMPLICA
Durante a década de 70, um geólogo russo, Dr. Alexander Avdonin, baseado nos relatos de Yurovski (homem que comandou a chacina dos Romanov em Ekaterinburg) e cujo diário se encontrava com seu filho, foi capaz de encontrar a cova onde estavam os restos mortais da família Romanov e de alguns criados. Como neste período ainda era crime sequer falar em Família Real na União Soviética, Avdonin e um pequeno grupo de amigos mantiveram em segredo o local da cova.
Em 1991 o regime da União Soviética ruiu de vez. Com a mudança de governo, os Romanov "mudaram" novamente. Alexander Avdonin indicou o local da cova e foram retirados um total de nove corpos. Os exames de DNA foram realizados nos Estados Unidos pelo Dr. Peter Gill do Forensic Science Service (FSS) e Dr. Pavel Ivanov, um geneticista russo. Os teste de DNA Nuclear revelaram que quatro corpos não pertenciam aos Romanov (o do médico e de três criados) e cinco pertenciam a família. Pelas idades e características, definiram serem: O Czar Nicolau II, a Czarina Alexandra e as filhas Maria, Olga e Tatiana.
Segundo a declaração da Dra. Ludmilla Karyakova, professora de arqueologia da Universidade do Estado de Ural e supervisora das escavações, os corpos desenterrados traziam terríveis marcas de violência e maltrato. Algumas das vítimas receberam disparos já caídas ao chão, seus rostos foram desfigurados, possivelmente a golpes de coronha e, ainda, sofreram ação de ácidos derramados a fim de esconder-lhes a real identidade.
A ausência dos corpos do pequeno Alexandre e de Anastasia aguçou a imaginação de muitos. Teriam sido poupados os dois menores? Teriam sobrevivido momentaneamente e enterrados posteriormente em outra cova? Anastasia estaria mesmo viva? Ou teria vivido seus últimos anos nos Estados Unidos?
FIM DO MISTÉRIO
Mais alguns anos se passaram sem respostas, contudo dez anos após a morte de Anna Anderson, exames de DNA mostraram que realmente Anna Anderson não pertencia a família Romanov. Por outro lado, seu código genético batia com de Karl Maucher, sobrinho-neto de Franziska Schanzkowska. A hipótese mais aceita pelos historiadores é que Anna, na verdade, era realmente Franziska Schanzkowska, uma camponesa polonesa que trabalhava numa fábrica de fogos de artifícios que teria explodido e causando-lhe as cicatrizes e lesões, por muitos, atibuídas à possível tentativa de fuzilamento. Mas o que teria aconteceu com a verdadeira Anastasia e seu irmão?
No verão de 2007, um grupo de arqueólogos amadores encontrou alguns fragmentos de ossos a apenas 70 metros da cova onde estavam os restos mortais retirados em 1991. Seguiu-se uma escavação oficial, conduzida pelo vice-diretor do Instituto Arqueológico da Região de Sverdlovk, Dr. Serguei Pogorelov, sendo encontrados 44 fragmentos de ossos e dentes.
No final de 2007 os restos mortais foram levados para exames realizados por antropólogos americanos e russos e testes de DNA Mitocondrial realizados em dois laboratórios distintos, Armed Forces DNA Identification Laboratory (AFDIL, Rockville, Maryland, USA) e Institute for Legal Medicine (GMI, Innbruck, Austria).
Em 2008 anunciou-se as conclusões e fim do mistério dos Romanov. Os dois últimos corpos encontrados eram realmente de Anastasia e Alexander. Toda a Família Real Russa, mais o médico da família e três criados foram brutalmente assassinados a tiros na adega da casa de Ekaterinburg em julho de 1917.

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